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Anatomia de Um Coelho

Anatomia de Um Coelho - técnica mista

Anatomia de Um Coelho - técnica mista

Este “coelho” é um coelho como o de Alice no País das Maravilhas, apressado, egoísta, materialista, preocupado com o trabalho, com o tempo, representando o homem moderno… Há, contudo, algumas diferenças interessantes (que de certa forma enfatizam a imagem original do coelho de Alice), e é aí que os materiais falam…

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

P.S.: Esta obra venceu na categoria Pintura do I Festival de Arte da UFPE, em maio de 2010.

Desenhando-me

Desenhando-me - lápis de grafite sobre papel

Desenhando-me - lápis de grafite sobre papel

Um auto-retrato, literalmente :P. A idéia estava na minha cabeça desde a mesma época do Desenhando-te, mas só fiz agora.

Desenhando-te

Desenhando-te - lápis de grafite sobre papel

Desenhando-te - lápis de grafite sobre papel

Retrato de Jan Švankmajer

Já falei do artista plástico, animador e diretor tcheco Jan Švankmajer por aqui. Esta pintura de agora não precisava ser um retrato dele, já que o aspecto mais interessante dela (a mudança de aparência se vista com material translúcido azul) independe disso, mas resolvi homenageá-lo, além de que a “mensagem” desta obra acaba tendo um bocado a ver com a arte dele.

A verdade é que acabo também “homenageando” indiretamente vários amigos com esse desenho. Fabiana Peixoto, por ter me mostrado algumas imagens estereoscópicas há não muito tempo, o que certamente incubou na minha mente idéias como a dessa pintura. Clara Percílio, por ter me apresentado o trabalho de Jan Švankmajer e, principalmente, por ter me feito ter contato pela primeira vez com a máxima “A distância entre loucura e genialidade é medida apenas pelo sucesso”, que consiste mais ou menos na mensagem desta obra e, por fim, o meu grande amigo Arthur Soares, e seu blog A Insanidade, cujo nome acabei vendo enquanto pensava no que escrever no desenho (minha idéia inicial era escrever alguma coisa em tcheco, talvez Šílení mas a vista do blog me deu a idéia do insanidade/sanidade). Eis a obra:

Retrato de Jan Švankmajer - lápis de cor sobre papel

Retrato de Jan Švankmajer - lápis de cor sobre papel

Aqui eu tentei simular como a obra fica quando vista através de um material translúcido, como acetato, papel celofane, etc, azul. Dependendo do material, pode ser necessário ver através de duas camadas para se obter o efeito desejado.

Retrato de Jan Švankmajer - visão alternativa

Retrato de Jan Švankmajer - visão alternativa

P.S.: Há várias possíveis formas de exibir essa obra: mudando a cor da iluminação em um ambiente, fazendo uma “cortina” de celofane azul, até usar um óculos 3D convencional e fechar os olhos alternadamente é interessante. Na única exposição em que foi exibida até agora, foram usados óculos feitos com cartolina e papel celofane, projetados de modo a subentender que representam o “sucesso”.

Robotomii

Robotomii

Robotomii é lobotomia (a grosso modo, cortar e/ou arrancar pedaço do cérebro) em japonês. Uma coisa curiosa (e não intencional) é que e a sonoridade lembra robot me, que em inglês significa eu robô (sem vírgula, se não seria tradução de “I, Robot“, livro de Isaac Asimov), ou robotize-me.

Dr. Pajé

Dr. Pajé - lápis de cor sobre papel

Dr. Pajé - lápis de cor sobre papel

Baseado, principalmente, no pensamento do médico e escritor americano Robin Cook, de que os médicos são tão endeusados que acabam sendo os xamãs modernos, detentores do “misterioso” poder de cura (e também de emagrecimento, de rejuvenescimento, de embelezamento…), quando na verdade a medicina é uma ciência tão incerta e sujeita a falhas humanas como qualquer outra.

A obra também é uma referência ao uso de produtos da Amazônia para fazer medicamentos de laboratório, mostrando que a medicina dos pajés não é tão inferior à nossa quanto se pode pensar.

No Smoking

No Smoking - lápis de grafite sobre papel

No Smoking - lápis de grafite sobre papel

Devo dizer que este desenho, hoje, com toda essa histórias dos armamentos nucleares da Coreia do Norte, faz muito mais sentido do que na época em que o fiz. A verdade é que aborda uma questão quase atemporal relativa aos Estados Unidos: as contradições inevitáveis em que toda nação que quiser se meter a ser o Xerife do Mundo acabará caindo – o velho dilema do “quem guardará os guardiões?”.

Beleza Interior

A idéia inicial surgiu enquanto eu folheava uma revista na sala de espera de uma clínica. Vi uma propaganda de algum creme ou desodorante, e na embalagem dele havia a foto de uma mulher, mas só do nariz para baixo. Nada demais até aí, mas minha mente foi além e refletiu “eles não precisam da parte de cima mesmo, ela é só um rosto bonito”, e daí pro resto da história, e da série, acho que dá para deduzir…

O desenho “…veja o coração,…“, teve que ser refeito, por que o original era um bocado menor do que os outros dois da série, além de que vários erros no processo de emolduração acabaram estragando a obra irreversivelmente. Basicamente, o moldureiro interpretou errado minhas instruções de onde cortar o desenho :\… De qualquer forma, estou postando aqui tanto o original quanto a versão refeita.

Veja o cérebro,…

Veja o cérebro,...

…veja o coração,… (original)

...veja o coração,... (original)

…veja o coração,… (refeito)

..veja o coração,...

…e, só então, o corpo.

...e, só então, o corpo.