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Archives for : arte

Manipulatrice

Manipulatrice - lápis de cor sobre papel

Manipulatrice - lápis de cor sobre papel

Obra feita a pedido de um amigo, que tinha em mente “Catarina de Médici fazendo algo violento”. Como não sou fã de violência gratuita, tentei achar um bom contexto. Após pesquisar um pouco, decidi fazer algo relacionado ao Massacre da noite de São Bartolomeu , e acabou sendo mais especificamente sobre o fato do rei Carlos IX, na época com 22 anos, não deter de fato o poder, pois quem mandava mesmo era sua mãe, a Catarina de Médici, o que certamente foi decisivo para o desfecho sangrento do episódio.

Artista da Semana #4: Jen Stark

Fred Einaudi, Peter Callesen, Hans Rudolf Giger… Percebi que os artistas abordados nesta seção até agora têm duas coisas em comum. Primeiro, de uma forma ou de outra podem ser classificados como surrealistas. E segundo, são homens.

Como um aspirante a artista eu mesmo, minha tendência ao perceber um padrão é querer quebrá-lo, não será diferente com este. Falarei hoje sobre a jovem artista americana Jen Stark.

Jen Stark cortando papel

Jen Stark cortando papel

Jen nasceu em 1983, em Miami, Florida, e estudou na Maryland Institute College of Art (MICA). Seus trabalhos são todos abstratos, e variam de desenhos e animações a esculturas de papel, tendo ela ficado mais famosa por estas últimas, que são simplesmente estonteantes.

Burst - papel cortado a mão

Burst - papel cortado a mão

Temáticas como o infinito, o impossível e a perfeição permeiam seus trabalhos, através do uso de formas e cores que parecem ter vida própria, frequentemente lembrando elementos da natureza.

Cosmological Constant - papel cortado a mão

Cosmological Constant - papel cortado a mão

High On Constellation - caneta de feltro sobre papel

High On Constellation - caneta de feltro sobre papel

Ainda sobre elementos da natureza, é possível notar uma interessante mistura de espontaneidade e complexidade, que possivelmente reflete a personalidade da artista, mas em verdade é uma característica presente em todos os fenômenos naturais.

Sunken Sediment - papel cortado a mão

Sunken Sediment - papel cortado a mão

O trabalho de Stark é um lembrete de que arte contemporânea e busca pelo belo andam juntas sim, e com muito mais frequência e intensidade do que se pensa. Mas isso é assunto para um outro post…

Para mais informações sobre essa bela e talentosa artista, confiram o site oficial.

Cyberpunk

Eu estava mastigando esta idéia há algum tempo…

Cyberpunk - técnica mista/instalação

Cyberpunk - técnica mista/instalação

Tanto tempo que acabei pensando em coisas demais para uma obra só. Este Cyberpunk é apenas o primeiro de uma série cujo nome ainda não escolhi, mas que já sei que conterá pelo menos mais 3 obras (Steampunk, Ecopunk e Nerdpunk), que são as que já foram esboçadas. Cada uma misturando materiais, técnicas e conceitos das formas mais estranhas e, espero, interessantes. Para terem uma idéia, esta é a mais convencional e sem graça da série…

Cyberpunk - detalhe

Cyberpunk - detalhe

Esta obra usa pedaços dos mais diferentes equipamentos eletrônicos, couro de uma carteira velha, plástico preto de encadernações, baterias de calculadora/relógio… Sem falar das engrenagens de papelão usando canetas e outros objetos como eixos, responsáveis pela possibilidade de o observador rotacionar o “moicano” do punk através da “maçaneta” na parte inferior.

Engrenagens de papelão atrás do Cyberpunk

Engrenagens de papelão atrás do Cyberpunk

Esse é inclusive um aspecto bastante interessante da obra, que a faz ser mais do que uma mistura de pintura, colagem e escultura, como o Coelho, mas também tem algo de instalação, com todas as inconveniências de acomodação ao ambiente inerentes ao gênero – mais especificamente, é necessário fazer uns buracos na parede pra colocar os eixos das engrenagens e acomodar a obra quando ela for exposta.

A verdade é que esse sistema ainda não está 100% funcional. As engrenagens foram mal projetadas (eu subestimei a complexidade por trás delas =P), e travam com frequência, e quando funcionam não funcionam na velocidade que eu desejava, por isso não fiz nenhum vídeo demonstrando o funcionamento ou algo do tipo. Felizmente agora sei como corrigir tudo isso, mas, como não há pressa, vou esperar as proximidades de uma oportunidade de expor para fazer os devidos ajustes.

Sobre os possíveis significados e motivações por trás da série, acho melhor comentar quando as obras estiverem todas prontas =).

P.S.: Se eu for continuar fazendo obras nesse estilo, vou ter que comprar uma câmera melhor… Por que meus trabalhos “planos”, como desenhos e pinturas, eu posso escanear com a resolução que eu quiser, mas esses tridimensionais me fazem depender da capacidade da câmera usada para registrá-los, que atualmente é péssima =P…

Ambigramas #9

Mais alguns ambigramas feitos por encomenda. Andei testando estilos diferentes de letras.

Daniela

Deus

FAP

Isis

Igor-Laís

Vitor

Vinicius

Letícia

Artista da Semana #2: Peter Callesen

Há, atualmente, uma forte tendência nas artes visuais de se tentar criar obras que não podem ser adequadamente reproduzidas em outros meios além dos em que foram feitas. A razão é simples: fazer valer a pena presenciar uma exposição de arte em vez de apenas ver fotos dela, e fazer valer a pena comprar uma obra em vez de imprimir uma versão digitalizada e colar na parede.

Muitos artistas, então, têm deixado de lado desenhos e pinturas convencionais, e tentado usar outras técnicas de expressão visual, envolvendo instalações, performances, e outros formatos diferentes… Mas alguns notaram que não precisavam se desdobrar tanto e reinventar a roda… Há milênios a solução já estava pronta: escultura.

Ver uma foto de uma escultura não é a mesma coisa que vê-la pessoalmente, não dá para sentir a tridimensionalidade do objeto. Mesmo que se veja fotos do objeto em todos os ângulos possíveis, ainda assim não é a mesma coisa. E, claro, colar uma foto da escultura na parede definitivamente não é o mesmo que ter a escultura.

Um tipo de escultura que está bastante comum ultimamente é escultura com papel. Há artistas fazendo coisas inacreditáveis nessa área. Um deles é o dinamarquês Peter Callesen.

Peter Callesen trabalhando em uma de suas performances

Peter Callesen trabalhando em uma de suas performances

É até um pouco ofensivo dizer que Peter é “um deles”. Afinal, ele não faz apenas coisas bonitinhas, delicadas e vazias, como a maioria dos “artistas do papel”. Os trabalhos dele possuem mensagens… Às vezes levemente trágicas, às vezes levemente cômicas, quase sempre levemente tragicômicas.

Distant Wish - papel A4 e cola

Distant Wish - papel A4 e cola

Mas, é claro, ele não deixa a beleza e delicadeza de lado. A habilidade de Peter com a manipulação de papel é inquestionável.

The Short Distance Between Time and Shadow - papel A4 e cola

The Short Distance Between Time and Shadow - papel A4 e cola

Mais trabalhos dele com papel A4 podem ser vistos aqui. Mas ele faz coisas ainda mais fantásticas com papéis maiores, como na escultura abaixo:

Fall - papel e cola

Fall - papel e cola

Mas há muito mais, mais do que caberia neste post. Vejam as várias galerias do site dele e entendam o que digo.

Callesen também trabalha com outros meios de expressão. Aparentemente ele é um dos artistas que mencionei no começo deste post, que tentam reinventar a roda e expandir os limites das artes visuais.  É um caminho perigoso e cheio de fracassos. Mas, felizmente, essa tentativa o fez chegar às esculturas de papel, que, embora sejam apenas uma parte de sua vasta produção artística – que envolve performances e instalações pouco convencionais -, são as grandes responsáveis pelo seu sucesso.

Artista da Semana #1: Fred Einaudi

Fred Einaudi é um artista americano nascido em 1971, em Weed Heights, Nevada, e que mora atualmente em São Francisco, Califórnia. Não sei onde ele estudou, nem o que já conquistou, só sei que é genial.

 

Fred Einaudi ao lado de uma de suas pinturas

Fred Einaudi ao lado de uma de suas pinturas

 

A arte dele possui elementos de algum modo pós-apocalípticos, é recheada de contrastes e ironias e coberta de um surrealismo realista fascinante.

 

The Chocolate Donnut - óleo sobre tela

The Chocolate Donnut - óleo sobre tela

 

As pinturas são todas a óleo… E, como, pelo menos até agora, sou péssimo com pincéis e tintas, tendo a achá-las ainda mais deslumbrantes por causa disso. Confesso que já vi pinturas mais realísticas feitas com tinta a óleo, mas isso de maneira alguma tira o mérito de Einaudi em atingir tal nível de domínio da técnica.

 

The Mermaid - óleo sobre tela

The Mermaid - óleo sobre tela

 

Einaudi é certamente uma das minhas influências mais intensas. Obras minhas como Robotomii e a série Beleza Interior estão impregnadas da ironia mórbida de Fred Einaudi, e várias usam a técnica de “montagem” com referências fotográficas, também usada por Fred, embora nem cheguem perto da riqueza de detalhes das pinturas dele .

 

Patriot - óleo sobre tela

Patriot - óleo sobre tela

 

Quem quiser saber mais sobre esse grande artista… não veja o site dele =P… Lá você até encontra outras pinturas, e um e-mail para contato, mas é nessa entrevista aqui que é possível ter uma idéia melhor da biografia e do que passa pela cabeça de Fred Einaudi.

Sara e Hugo

Mais um ambigrama meu tatuado em alguém. O ambigrama original era o seguinte:

Mas Sara, que pediu o ambigrama, quando decidiu tatuar, algum tempo depois de ter recebido a imagem, pediu-me para fazer uma versão mais legal. E eu fiz, ei-la abaixo:

Ela gostou bastante, e então tatuou no dia seguinte. A tatuagem está no pé dela, perto do calcanhar, e com tamanho bastante reduzido. O que explica, em parte, a perda de qualidade do ambigrama.

É provável que eu venha a mencionar essa Sara ainda algumas vezes, pois ela é a autora da encomenda do desenho interessante que mencionei no post anterior…

Colocando o assunto em dia…

Só avisando que venci na categoria “Pintura” do Festival de Artes da UFPE, com Anatomia de um Coelho :D. O prêmio para minha categoria é uma viagem a São Paulo para ver a 29ª Bienal de Artes, mal posso esperar ^^!

Outra novidade é que o visual definitivo do álbum Conflito Interno, da banda Sexto Elemento, cuja capa ilustrei, já foi definido, como pode ser visto no post original, que editei para mostrar as novas imagens.

E tem mais coisa vindo por aí, fiquem atentos =P.

Conflito Interno

Um colega meu de faculdade, Adailson, é guitarrista de uma banda chamada Sexto Elemento, e me pediu para fazer a capa para o novo CD deles, Conflito Interno... Abaixo está a ilustração antes dos efeitos todos, feita com meus bons e velhos lápis de cor. Meio colorida demais :P.

E esta foi minha proposta de layout (que talvez Adailson não aprove) para a parte da frente do CD:

Como não me sinto bem cobrando a amigos/colegas/parentes, pedi como pagamento apenas uma cópia do CD quando sair, e a possibilidade de algum dia, em breve ou não, se não fosse muito incômodo, ensaiar e gravar uma música com eles xP… Acho que não devo ter comentado aqui que não canto mal (não só na opinião da minha mãe xD). Como ele nem relutou em aceitar o acordo, então creio que não deve achar que sou tão ruim também :D…

P.S.: A versão final da capa já foi definida. Os efeitos todos foram aplicados por Adailson.

Frente:

Verso:

A Primeira de Muitas?

A maioria dos ambigramas que me pedem têm um objetivo certo: virar tatuagem. Várias pessoas me dizem que me mostrarão fotos quando tatuarem, e eu realmente me interesso em ver, mas só agora uma delas de fato mostrou as fotos… Não sei o nome dela, mas acho que o apelido é “Meul”, ela tatuou o ambigrama “Miguel\Adriana”: