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Como Fazer “Cinemagraphs”

Ultimamente têm se falado em vários blogs sobre as impressionantes fotografias animadas de Jamie Beck, que começaram a ser postadas em seu perfil no tumblr.

Imagens .gif animadas não são novidade, nem mesmo as que usam esse conceito de “partes imóveis + partes em movimento”. A grande sacada de Beck foi usar o conceito artisticamente, e não humoristicamente, como é o comum.

Exemplo de GIF que já usava a idéia

Exemplo de GIF que já usava a idéia

Mas esse diferencial acabou despertando o interesse de outros artistas, especialmente amantes da fotografia, como minha amiga Fabiana, sobre como fazer essas tais fotografias animadas, que têm sido chamadas, por Jamie, de cinemagraphs (algo como “cinemagrafias”).

Antes de tudo, é preciso ter em mãos um programa que trabalhe com imagens .gif animadas. Há dezenas, como o Photoshop, o Fireworks e até alguns gratuitos. E hoje em dia praticamente todo programa de edição de imagem suporta editar animações nesse formato. Basta pesquisar “como fazer gif animado” junto com o nome do programa que você mais usa, e provavelmente aparecerão vários tutoriais.

Este tutorial será bem genérico nesse aspecto, não se focando no uso de um programa específico, podendo ser aplicado até em contextos diferentes de um imagem GIF animada…

1. Obtendo as imagens que serão usadas: No caso do uso “artístico” do conceito, objetivo deste post, filme a cena da qual deseja fazer o GIF mantendo a câmera e outros elementos da cena que desejar em uma posição o mais imóvel possível.

2. Transformando o vídeo em gif animado: Há várias formas de se fazer isso. Há programas e sites que fazem isso automática e gratuitamente, como o GIFSoup, mas nem sempre com a qualidade desejada. Uma das formas ideias para GIFs de alta resolução como os de Jamie Beck é a explicada neste link, usando o Photoshop.

3. Fazendo a animação se repetir “suavemente”: Essa parte pode ser mais ou menos complicada dependendo do caso. As principais dicas são:

– Compare o primeiro quadro (ou frame; é cada imagem que compõe a animação e é exibida por uma determinada quantidade de tempo) com o último, e delete este se não estiver satisfatoriamente parecido com o primeiro. Repita o processo até que encontre um quadro suficientemente parecido.

– Se a dica anterior não tiver resolvido o problema, um truque que pode servir em algumas ocasiões é fazer a animação “inversa” logo após a animação normal. Ou seja, ir copiando os quadros anteriores ao último e adicionando ao final da animação, até chegar no primeiro, gerando uma sensação de “vai-e-volta” que em alguns casos nem dá pra ser notada e torna a transição entre repetições completamente imperceptível.

– Se a transição entre uma repetição e outra ainda não estiver imperceptível o suficiente, tente diminuir o tempo de duração dos últimos quadros, para a transição ser mais rápida.

– Se nada funcionar, pode ser necessário realmente editar as imagens de alguns quadros das formas mais diversas, das mais simples às mais complexas…

4. Mantendo determinadas partes da animação “imóveis”: Escolha um quadro que contém as partes imóveis do jeito que deseja, copie a imagem dele e apague nela as áreas que irão se mover. Faça com que essa imagem se repita para todos os outros quadros, sobreposta às imagens originais deles. Isso vai “tapar” com uma imagem estática tudo o que você não quer que se mova. O jeito de fazer isso pode variar dependendo do programa utilizado.

Salve o .gif animado de acordo com as instruções para o seu programa, e voilá, você fez um cinemagraph =D.

Caso alguém tenha dúvidas na criação e edição de .gifs animados usando algum programa específico, é só perguntar nos comentário que eu farei o possível para ajudar =).

PS.: Escrevi um tutorial de como fazer usando o Photoshop! Veja aqui.

Termo “ambigram” adicionado aos dicionários de inglês!

E aí, gente, tudo bem =D? Tenho uma notícia bastante interessante para os apreciadores de ambigramas que passam por aqui. Em 24 de Março de 2011 (quinta-feira passada), o termo ambigram começou efetivamente a se oficializar na língua inglesa ao ser incluído no Dicionário de Inglês Oxford. A lista completa das novas palavras pode ser vista aqui (tem até OMG e LOL na lista de abrevições, muito bacana =) ). Não, não é piada de Primeiro de Abril, nem teria por que ser =P.

A notícia começou a circular dia 28 de Março, em um artigo do site Ambigram Magazine, simplesmente o mais importante sobre essas fascinantes “palavras mágicas”. Várias das novas palavras andavam por aí há um bom tempo, a própria “ambigram” já existia desde os anos 80, cunhada por Douglas Hofstadter.

Daqui que o termo ambigrama comece a aparecer em dicionários em português pode demorar mais um bocado, mas estar oficializado na língua inglesa já é bastante gratificante a todos os “ambigramistas” (essa vai demorar mais ainda pra ser aceita =P) do mundo. Não estamos mais apenas fazendo coisas muito loucas com palavras que ninguém entende o que é, estamos fazendo ambigrams, e quem não souber procure no dicionário =D.

Manipulatrice

Manipulatrice - lápis de cor sobre papel

Manipulatrice - lápis de cor sobre papel

Obra feita a pedido de um amigo, que tinha em mente “Catarina de Médici fazendo algo violento”. Como não sou fã de violência gratuita, tentei achar um bom contexto. Após pesquisar um pouco, decidi fazer algo relacionado ao Massacre da noite de São Bartolomeu , e acabou sendo mais especificamente sobre o fato do rei Carlos IX, na época com 22 anos, não deter de fato o poder, pois quem mandava mesmo era sua mãe, a Catarina de Médici, o que certamente foi decisivo para o desfecho sangrento do episódio.

Artista da Semana #4: Jen Stark

Fred Einaudi, Peter Callesen, Hans Rudolf Giger… Percebi que os artistas abordados nesta seção até agora têm duas coisas em comum. Primeiro, de uma forma ou de outra podem ser classificados como surrealistas. E segundo, são homens.

Como um aspirante a artista eu mesmo, minha tendência ao perceber um padrão é querer quebrá-lo, não será diferente com este. Falarei hoje sobre a jovem artista americana Jen Stark.

Jen Stark cortando papel

Jen Stark cortando papel

Jen nasceu em 1983, em Miami, Florida, e estudou na Maryland Institute College of Art (MICA). Seus trabalhos são todos abstratos, e variam de desenhos e animações a esculturas de papel, tendo ela ficado mais famosa por estas últimas, que são simplesmente estonteantes.

Burst - papel cortado a mão

Burst - papel cortado a mão

Temáticas como o infinito, o impossível e a perfeição permeiam seus trabalhos, através do uso de formas e cores que parecem ter vida própria, frequentemente lembrando elementos da natureza.

Cosmological Constant - papel cortado a mão

Cosmological Constant - papel cortado a mão

High On Constellation - caneta de feltro sobre papel

High On Constellation - caneta de feltro sobre papel

Ainda sobre elementos da natureza, é possível notar uma interessante mistura de espontaneidade e complexidade, que possivelmente reflete a personalidade da artista, mas em verdade é uma característica presente em todos os fenômenos naturais.

Sunken Sediment - papel cortado a mão

Sunken Sediment - papel cortado a mão

O trabalho de Stark é um lembrete de que arte contemporânea e busca pelo belo andam juntas sim, e com muito mais frequência e intensidade do que se pensa. Mas isso é assunto para um outro post…

Para mais informações sobre essa bela e talentosa artista, confiram o site oficial.

Cyberpunk

Eu estava mastigando esta idéia há algum tempo…

Cyberpunk - técnica mista/instalação

Cyberpunk - técnica mista/instalação

Tanto tempo que acabei pensando em coisas demais para uma obra só. Este Cyberpunk é apenas o primeiro de uma série cujo nome ainda não escolhi, mas que já sei que conterá pelo menos mais 3 obras (Steampunk, Ecopunk e Nerdpunk), que são as que já foram esboçadas. Cada uma misturando materiais, técnicas e conceitos das formas mais estranhas e, espero, interessantes. Para terem uma idéia, esta é a mais convencional e sem graça da série…

Cyberpunk - detalhe

Cyberpunk - detalhe

Esta obra usa pedaços dos mais diferentes equipamentos eletrônicos, couro de uma carteira velha, plástico preto de encadernações, baterias de calculadora/relógio… Sem falar das engrenagens de papelão usando canetas e outros objetos como eixos, responsáveis pela possibilidade de o observador rotacionar o “moicano” do punk através da “maçaneta” na parte inferior.

Engrenagens de papelão atrás do Cyberpunk

Engrenagens de papelão atrás do Cyberpunk

Esse é inclusive um aspecto bastante interessante da obra, que a faz ser mais do que uma mistura de pintura, colagem e escultura, como o Coelho, mas também tem algo de instalação, com todas as inconveniências de acomodação ao ambiente inerentes ao gênero – mais especificamente, é necessário fazer uns buracos na parede pra colocar os eixos das engrenagens e acomodar a obra quando ela for exposta.

A verdade é que esse sistema ainda não está 100% funcional. As engrenagens foram mal projetadas (eu subestimei a complexidade por trás delas =P), e travam com frequência, e quando funcionam não funcionam na velocidade que eu desejava, por isso não fiz nenhum vídeo demonstrando o funcionamento ou algo do tipo. Felizmente agora sei como corrigir tudo isso, mas, como não há pressa, vou esperar as proximidades de uma oportunidade de expor para fazer os devidos ajustes.

Sobre os possíveis significados e motivações por trás da série, acho melhor comentar quando as obras estiverem todas prontas =).

P.S.: Se eu for continuar fazendo obras nesse estilo, vou ter que comprar uma câmera melhor… Por que meus trabalhos “planos”, como desenhos e pinturas, eu posso escanear com a resolução que eu quiser, mas esses tridimensionais me fazem depender da capacidade da câmera usada para registrá-los, que atualmente é péssima =P…

Ambigramas #9

Mais alguns ambigramas feitos por encomenda. Andei testando estilos diferentes de letras.

Daniela

Deus

FAP

Isis

Igor-Laís

Vitor

Vinicius

Letícia

Esse Coelho é Uma Viagem

Caros, estarei em São Paulo entre 21 e 23 deste mês. O motivo, admirar a sagrada Bienal Internacional de Artes. Foi o que uns pedaços de livro de física e um relógio me fizeram obter no I Festival de Arte da UFPE.

Será uma experiência incrível. Este blog perderá visitantes aos montes de tão entediantemente numerosos e longos que serão meus posts sobre o que eu vir por lá.

Espero aprender bastante, o que, na verdade, é meu pensamento em qualquer ocasião… De quando esmago uma barata a quando observo uma obra-prima. Então, para que eu não pense apenas o de sempre, espero que eu observe mais obras primas do que esmague baratas, e observe mais baratas do que esmague obras-primas. Sabe-se lá, sou desastrado.

De qualquer forma, o que quero dizer é que parem de ver este blog por um tempo se não quiserem ler um monte de chatices sobre arte na próxima semana. Até mais.

Onde a Música Brota

Onde a Música Brota

Onde a Música Brota - técnica mista

Ilustração feita a pedido de Tom Uplifter. Ele gostou dos meus trabalhos, então estamos fazendo alguns testes e tendo algumas conversas sobre uma possível parceria. Mais detalhes serão dados à medida que as coisas avançarem ou recuarem :P.

Artista da Semana #3: Hans Rudolf Giger

Esta semana mostrarei o trabalho de Hans Rudolf Giger. Hans nasceu em 1940, na Suíça, e estudou arquitetura e desenho industrial na Zürich Kunstgewerbeschule (Escola de Artes Aplicadas de Zurique). Trabalhou como designer de interiores por um tempo, mas logo passou a trabalhar apenas como artista. Começou a produzir obras com aerógrafo na década de 70, e chegou a ser considerado o melhor a fazer isso na sua época.

Giger entre duas esculturas suas.

Giger entre duas esculturas suas.

Foi então que ele começou a trabalhar na arte conceitual, na modelagem e na criação de sets de um filmezinho bizarro aí.  Giger, meus caros, é simplesmente o pai do Alien.

Cena do filme "Alien"

Cena do filme "Alien"

O estilo de Giger é único. Ele é um mestre na manipulação das formas para causar sensações, sensações quase sempre inesperadas… Ele consegue criar estruturas simultaneamente assustadoras e belas, até mesmo confortantes… Muitas vezes misturando terror com sensualidade, o que não é a coisa mais rara de se ver nem a mais difícil de se fazer… Mas com a suavidade e beleza de Giger, só ele…

Necronom V

Necronom V

Erotomechanics VII

Erotomechanics VII

N. Y. City II

N. Y. City II

Biomechanoid

Biomechanoid

Hoje é possível encontrar móveis, guitarras e até bares inteiros construídos sob a estética “gigeriana”, que é tão fácil de reconhecer e ao mesmo tempo tão rica.

Um dos modelos de guitarra Ibanez assinados por Giger

Um dos modelos de guitarra Ibanez assinados por Giger

Giger-Bar em Chur, na Suíça

Giger-Bar em Chur, na Suíça

Giger consegue ser ao mesmo tempo um ícone da arte acadêmica e da arte popular. Se quiserem saber um pouco mais sobre essa lenda das artes visuais, vejam aqui o site dele.

Até próxima semana, espero que estejam gostando desta série de posts. Eu pelo menos tenho adorado, sempre aprendo bastante enquanto os preparo =).

Dead Is The New Sexy

Esta não era exatamente a melhor idéia dentre as que eu tenho anotadas (para fazer quando tiver tempo), nem uma das mais rápidas de fazer – tanto que ainda nem está pronta – mas as circunstâncias a fizeram ser a mais adequada para se fazer neste final de semana… Por causa de nada menos que… o Halloween! E esta foi a única coisa diferente do meu dia-a-dia que eu fiz no dia das bruxas… em anos :P…

De qualquer modo, não só a época de Halloween a tornou adequada, como acho que qualquer época diferente a tornaria inadequada… pois a ilustração tem um ar acidental e desconfortavelmente necrófilo. Foi acidental porque tudo o que eu queria era fazer mais um desenho morbidamente irônico como tantos outros que já fiz… Mas não foi o primeiro que acabou passando uma imagem errada… Então, crianças, não tentem fazer em casa nada do que virem em meus desenhos ;P (especialmente comer cérebros com dois pauzinhos, você vai sujar tudo e nem sempre dá tempo de limpar as evidências. A melhor forma de comer cérebros na verdade é… algo que eu saberia se eu comesse cérebros, mas é claro que não faço isso, óbvio, pff, que idéia).

Enfim, vamos ao desenho. É uma pin-up zumbi. Tive a idéia, e logo em seguida descobri que, infelizmente, nem de longe é nova. Há milhões de ilustrações e estampas de camisas com o tema, há eventos, sites inteiros… Geralmente quando percebo que tive uma idéia que não é nova, a descarto, mas resolvi seguir em frente com essa. Por dois motivos: primeiro, testar novas técnicas de ilustração – mais especificamente, técnicas digitais – e segundo… percebi que a minha idéia não é tão não original assim, então não custava nada pôr em prática…

Abaixo está a versão feita no papel, com o velho lápis e a velha borracha.

Dead Is The New Sexy (Esboço)

Dead Is The New Sexy (Esboço)

E abaixo está a versão finalizada no Illustrator. Confesso que superou minhas expectativas. Levei horas para fazer, porque estava mexendo pela primeira vez no programa e ainda sou um pato vetorizando (tanto que grande parte fiz com a ferramenta Pencil em vez da Pen, para, acreditem, sofrer menos). Houve momentos em que eu parei, olhei, e pensei “que porcaria”. Mas no final fui pegando o jeito e acho que o resultado final está até aceitável.

Dead Is The New Sexy (Line Art)

Dead Is The New Sexy (Line Art)

Opa, eu falei “resultado final”? Calma… Ainda estou pensando em colorir… Mas aí é outra história, vou ter que aprender mais um bocado, e arranjar mais um bocado de tempo… Então fica para mais tarde…

Ah, sim, o que faz minha idéia ser um pouquinho de nada diferente do que se vê por aí em outras pin-ups zumbis é o seguinte… Ela falar “Hearts!” em vez de “Brains!”. É tão fofo, é tão inesperado, é tão… viúva-negra…

É isso, até a próxima…