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Termo “ambigram” adicionado aos dicionários de inglês!

E aí, gente, tudo bem =D? Tenho uma notícia bastante interessante para os apreciadores de ambigramas que passam por aqui. Em 24 de Março de 2011 (quinta-feira passada), o termo ambigram começou efetivamente a se oficializar na língua inglesa ao ser incluído no Dicionário de Inglês Oxford. A lista completa das novas palavras pode ser vista aqui (tem até OMG e LOL na lista de abrevições, muito bacana =) ). Não, não é piada de Primeiro de Abril, nem teria por que ser =P.

A notícia começou a circular dia 28 de Março, em um artigo do site Ambigram Magazine, simplesmente o mais importante sobre essas fascinantes “palavras mágicas”. Várias das novas palavras andavam por aí há um bom tempo, a própria “ambigram” já existia desde os anos 80, cunhada por Douglas Hofstadter.

Daqui que o termo ambigrama comece a aparecer em dicionários em português pode demorar mais um bocado, mas estar oficializado na língua inglesa já é bastante gratificante a todos os “ambigramistas” (essa vai demorar mais ainda pra ser aceita =P) do mundo. Não estamos mais apenas fazendo coisas muito loucas com palavras que ninguém entende o que é, estamos fazendo ambigrams, e quem não souber procure no dicionário =D.

Ambigramas #9

Mais alguns ambigramas feitos por encomenda. Andei testando estilos diferentes de letras.

Daniela

Deus

FAP

Isis

Igor-Laís

Vitor

Vinicius

Letícia

Sara e Hugo

Mais um ambigrama meu tatuado em alguém. O ambigrama original era o seguinte:

Mas Sara, que pediu o ambigrama, quando decidiu tatuar, algum tempo depois de ter recebido a imagem, pediu-me para fazer uma versão mais legal. E eu fiz, ei-la abaixo:

Ela gostou bastante, e então tatuou no dia seguinte. A tatuagem está no pé dela, perto do calcanhar, e com tamanho bastante reduzido. O que explica, em parte, a perda de qualidade do ambigrama.

É provável que eu venha a mencionar essa Sara ainda algumas vezes, pois ela é a autora da encomenda do desenho interessante que mencionei no post anterior…

Enigmática

Está ficando sério. Estes são oficialmente os primeiros ambigramas que cobrei para fazer. São para a recém-criada empresa Enigmática Tecnologia (o site provavelmente ainda está em construção), do carioca Marcelo Carneiro.

A Primeira de Muitas?

A maioria dos ambigramas que me pedem têm um objetivo certo: virar tatuagem. Várias pessoas me dizem que me mostrarão fotos quando tatuarem, e eu realmente me interesso em ver, mas só agora uma delas de fato mostrou as fotos… Não sei o nome dela, mas acho que o apelido é “Meul”, ela tatuou o ambigrama “Miguel\Adriana”:

Como Fazer Ambigramas #2

Demorou mas chegou. Eis a esperada segunda parte do meu atrasado guia sobre como fazer ambigramas. A essa altura quem  leu a primeira parte já cansou de esperar e já aprendeu tudo sozinho na prática, mas ainda assim continuarei o tutorial para atender aos que começarem agora…

LIÇÃO II – Quando o ambigrama parece impossível…

Vocês devem ter notado, seja observando atentamente ambigramas dos outros ou tentando fazer seus próprios, que nem sempre dá para transformar 1 letra em exatamente 1 outra letra. Quase sempre porque a quantidade de letras das duas palavras é diferente, mas muitas vezes o problema é impossibilidade pura e simples, como no caso de fazer um “i” parecer um “m” quando girar ou refletir (a solução seria envolver pedaços de outras letras no processo). E, assim como em toda situação problemática que não pode ser resolvida por equações matemáticas, a saída é usar a criatividade.

Claro que ninguém pode ensinar criatividade a ninguém, ela não é uma forma conhecimento, mas sim a manipulação eficiente de conhecimentos. Alguns manipulam melhor, outros pior. Mas o fato é que para ser criativo em qualquer área, é preciso possuir informações dessa área, elas são o “combustível” da criatividade. É impossível ser um programador criativo sem saber nada de programação, por exemplo. Então quais são as informações, os conhecimentos, que servem para “alimentar” a criatividade na criação de ambigramas mais complexos? A resposta é tão óbvia que sinto estar só enrolando vocês nestes parágrafos inciais: conhecimentos sobre letras.

Não entrem em pânico, não procurem livros sobre caligrafia ou tipografia (por enquanto..)… Pelo menos no meu caso, a maioria dos conhecimentos tipográficos que tenho foram obtidos… lembrando… Já estavam na minha cabeça, afinal vemos letras de todos os tipos em todos os lugares, mas só lembrei ao precisar dessas informações para resolver algum problema durante a criação de um ambigrama. O exemplo mais comum é lembrar que determinada letra pode ser representada de outra forma, que se encaixaria melhor no ambigrama em questão. Em suma, para ter criatividade com ambigramas, e consequentemente resolver problemas como o de transformar x letras em y letras, é preciso ter intimidade com as letras, suas formas, suas possibilidades, do que precisam para serem indentificáveis, etc…

Resumindo, para resolver problemas de ambigramas é preciso ter criatividade com ambigramas, e para ter essa criatividade é preciso conhecer bem as letras, e para conhecer bem essas letras basta praticar ambigramas, e tudo isso significa, basicamente, a boa e velha máxima “a prática leva à perfeição”.

Além de conhecer as letras, ajuda bastante observar outros ambigramas, ver como cada letra foi transformada em outra, algumas vezes usando de artifícios que você não conhece, mas nada que gaste muito do seu tempo. Ambigramas são hobby, ou, no máximo, com certo senso de empreendedorismo, uma fonte de renda alternativa, mas nada que lhe faça gastar mais tempo e esforço do que você gostaria de gastar. Não estude ambigramas como se fosse uma matéria escolar… Aprenda com a experiência, a observação e a  diversão, só.

Não há muito mais a se dizer sobre a “idealização” de ambigramas (exceto se eu decidir me aprofundar em conceitos tipográficos que só ouço falar, como legibilidade, homogeneidade, e outras coisas que acredito estar aplicando intuitivamente e espero que vocês tenham a sagacidade de fazer o mesmo). Por isso, na próxima lição, vou começar a falar sobre os aspectos da “finalização” de um ambigrama… Ou seja, vetorização, aproveitamento de pedaços de letras de fontes existentes, etc.

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Veja aqui a parte 1.

Ambigramas #8

Ao longo desta semana andei fazendo os ambigramas que me pediram nos comentários do post “Como fazer Ambigramas (Parte 1)” e que eu ainda não havia feito… Basicamente os de outubro de 2009 até agora (13 ao todo). Um atraso e tanto… Mas já pedi perdão a todos individualmente, nos mesmos e-mails em que anexei os ambigramas que cada um pediu… Alguns ainda não responderam… Eu não duvidaria que nesse longo meio-tempo estes tenham deixado de usar o e-mail que informaram ao comentar aqui, ou simplesmente tenham esquecido tão completamente do pedido que apagaram a mensagem achando que era spam.

De qualquer forma eu fiz minha parte, e recebi pagamento suficiente: calorosos elogios e agradecimentos dos que responderam. Podem me chamar de idiota, mas frequentemente aceito como recompensa por meus esforços meramente a alegria de alguém. Nem tanto por desapego material, afinal eu não trabalharia ou estagiaria de graça, por exemplo (nem em sonho… ou pesadelo), é mais uma espécie de empatia… E, convenhamos, se todos no mundo só fizessem coisas uns pelos outros quando recebessem recompensas materiais, isto aqui seria um inferno… Estamos bem perto disso, eu sei, mas ainda há esperança… Muitos já suaram sangue pelo sorriso de alguém algumas vezes…

Deixando de lado essa baboseira sentimental, vamos agora para as baboseiras técnicas (as quais, junto com as baboseiras referidas inicialmente, compõem a parte do post que, conforme cientistas já comprovaram, ninguém lê). Esbocei todos os ambigramas sábado passado e fui vetorizando manualmente (e não automaticamente, como cheguei a fazer algumas vezes) um por um nos últimos dias. O que é demorado, trabalhoso, mas vale a pena pelo resultado, que, como verão abaixo, não é nada menos que “profissional”. É praticamente a mesma coisa que fiz no ambigrama “ÉDesign“, só que desta vez não escaneei os esboços para usar como base (o que é desnecessário e às vezes até atrapalha o resultado final), fiz tudo no computador.

Outra novidade é que estarei sempre usando gifs animados para mostrar os ambigramas agora, ou pelo menos os melhores deles (para não demorar muito a carregar… e para que visitantes distraídos e/ou apressados só vejam meus melhores ambigramas e me achem o máximo =P). Ei-los aqui:

Ivy
Camila
Christian
Thiara
Cazuza
Miguel-Adriana

E agora os piorezinhos: Consílio, Família, Nayara, Katia-Eduardo, Anderson Dutra, Sara-Hugo, Scarlett-Lauriano.

Muito em breve, não sei se ainda neste final de semana, postarei a segunda parte do tutorial sobre como fazer ambigramas =)… É o que vocês querem há tempos, não é? Danem-se os poemas, e até os desenhos não lhes interessam muito… Só ambigramas, ambigramas, ambigramas… Ok, então… Ambigramas vocês terão… Por enquanto…

Oficina de Ambigramas

Fui selecionado para ministrar uma oficina sobre ambigramas no Encontro Estadual de Estudantes de Design de Pernambuco 2009, o ÉDesign. Haverá a parte teórica com slides super legais que fiz =D, e a parte prática, com dicas e orientações minhas. Fui avisado há um bom tempo, mas eu queria terminar uma coisa antes de fazer este post… E essa coisa é isto:

ÉDesign (Ambigrama)

Meu primeiro ambigrama real e decentemente vetorizado, e consequentemente o mais bonitinho e bem acabado. O ambigrama em si não foi lá tão difícil de desenvolver, já que é bem parecido com o de NDesign, e a própria vetorização não foi muito trabalhosa… Acho que estou pegando a manha…

A data e o horário exato em que darei a oficina eu ainda não sei, mas não importa a vocês, afinal as inscrições pela internet para o evento já estão acabando e a maioria de vocês é de outro estado e não tem interesse em eventos de design e teriam que ser muito obcecados por ambigramas ou por mim pra viajar e participar de um evento só pra ver uma oficina minha. De qualquer forma, vou dizer, daqui a pouco, “estão todos convidados!” só por hábito, mas não significa nada, até porque o evento é pago. Estão todos convidados!

Phoenix

Fiz isto há um bom tempo, para o primeiro Ambigram Challenge, mas não publiquei aqui por razões competitivas, mas também para não criar muitas expectativas em vocês, já que eu não estava muito confiante de que iria ganhar. E realmente não ganhei, não ganhei sequer uma menção honrosa ou algo do tipo, como podem ver aqui. A verdade é que, se eu soubesse que John Langdon estava participando, eu nem teria tentado, sério mesmo. Mas como fui bem pior que ele e do que uma porrada de gente, eu perderia de qualquer forma. Eis o que enviei:

acac_phoenix

Um ambigrama do tipo “totem” (eixo de simetria vertical) envolvendo minha mania de querer transformar palavras em imagens, já vista em trabalhos como Why So Serious?.

Perder esse concurso é apenas mais um item na sequência de fracassos que venho tendo ultimamente. Primeiro, o cara do Estadão que me entrevistou e não publicou parece ter se esquecido de mim, e não estou com saco para lembrá-lo. Segundo, minha exposição foi um sucesso, mas a imprensa não apareceu de jeito nenhum, mesmo com tudo praticamente acertado, de modo que ainda tenho que ralar pra achar lugares onde expor novamente. Terceiro, a IdeaFixa não selecionou meus trabalhos.

Em suma, alguém está conspirando para que eu não fique famoso agora, porque isso tiraria meu foco do vestibular e arruinaria minha vida, ou seja, alguém que quer o meu bem. Não vou dizer “Deus” para não dar esse gostinho a Ele. É preciso mais do que isso para me “desconverter” do agnosticismo =).

NDesign (ambigrama)

Algumas palavras pedem para virar ambigrama… E é quase impossível negar-lhes esse pedido de existência, insistentemente repetido em minha mente… “Crie-me, Victor!” (nossa, tô ficando obcecado com esse troço de ambigrama xP). Ok, chega de besteira. Tava sem nada pra fazer… Ou melhor, tinha um monte de coisa pra fazer (é sempre assim, perco mais tempo quando mais preciso dele) e resolvi fazer isso:

NDesign/NDesign

Esbocei a idéia no papel e depois fiz de qualquer jeito no computador. Sim, eu não sei bulhufas de tipografia.

Pra quem não sabe o que é NDesign, veja aqui. Falando nele… Que bagunça, viu… Espero que quando começarem pra valer as palestras, oficinas, visitas técnicas e tudo o mais (segunda-feira, 20 de julho) a coisa tome rumo… Até agora nada tem começado no horário (o que não é exatamente novidade, mas eu nutria esperanças de que a coisa fosse diferente num congresso nacional), o alojamento (acampamento na verdade), cheio de gente sem camisa, acabou tomando áreas que não estavam previstas inicialmente, fazendo todo o local do congresso parecer Woodstock… Mas parece que é porque tinha chovido ou algo do tipo. Vamos ver como as coisas se desenrolam.

P.S.: Foi massa o evento :)! Mudou minha vida… Apesar da desorganização e tudo o mais.